Os alimentos transgênicos são produzidos a partir de alterações no DNA da semente

Transgênicos estão ligados às doenças modernas

Alimentos transgénicos são produzidos com técnicas da engenharia genética para alterar o DNA da semente
Agosto/19 - A ONG Verde defende alimentos não modificados geneticamente e cultivados sem uso de agrotóxicos.

Alimentos transgênicos ou geneticamente modificados são produzidos a partir de alterações no DNA das sementes. Ou seja, as sementes tiveram a essência original produzida pelas condições da terra alterada.

Mas, porque foram criados os alimentos transgênicos?  

Para que fossem mais fortes e resistentes às pragas. Na verdade, sementes e plantas resistentes aos produtos químicos aplicados nas lavouras contra as pragas.

No caso da soja transgênica, essa possui um gene da bactéria Agrobacterium sp. que a torna imune aos efeitos do herbicida glifosato. Quando a lavoura é pulverizada com glifosato, as ervas daninhas morrem, mas a soja não é afetada. Isso facilita o controle de pragas e o agricultor utiliza um único herbicida, ao invés de vários, como acontecia antes. Em tese, aumentando o lucro.

Sementes com genes modificados

Alimentos transgénicos são produzidos com técnicas da engenharia genética para alterar o DNA da semente
Já o milho transgênico possui no DNA um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), que o torna imune ao ataque de lagartas. Esse gene produz uma proteína que é tóxica para as lagartas que, ao se alimentar da planta, morrem. 

Nesse caso, não é necessário usar vários inseticidas químicos. O lucro do produtor volta a crescer, pois, também, é dito que há uma redução na quantidade de agrotóxicos usados na lavoura.

Quais os problemas com o plantio de alimentos transgênicos? Vamos dividi-los em duas categorias. 

A primeira é que a Monsanto, empresa multinacional de agricultura e biotecnologia detida pela Bayer e com sede nos Estados Unidos, é a líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca RoundUp.

A Monsanto é a maior produtora de sementes modificadas no mundo. Ao introduzir essas sementes no Brasil, estrategicamente, optou, antes, por comprar as principais empresas distribuidoras, obrigando o produtor a comprar as sementes transgênicas que dominaram o mercado.

Monsanto: um "grande negócio" !

Controle biológico de pragas no plantio orgânico
A Monsanto também cuidou de patentear as sementes transgênicas e estabelecer uma política de vendas que deixou os produtores brasileiros reféns de um ciclo vicioso: por regra contratual, o agricultor não pode utilizar as sementes do plantio anterior e, em cada safra, será preciso comprar novas sementes.

Pior: um agricultor pode desistir do plantio dos transgênicos, mas ao embarcar com o produto nos portos se for constatado que há traços de transgênicos no produto, esse agricultor pagará royalties para a Monsanto.

Isto acontece por que, mesmo sem o plantio de novas sementes transgênicas, o solo já está contaminado com traços transgênicos.

Caso uma plantação de alimento transgênico seja vizinha de uma cultura que nunca usou sementes transgênicas, o produtor também pode ser surpreendido no momento da venda, se for constatado que há traços de transgenia. Deverá, assim, mesmo sem usar sementes transgênicas, pagar royalties para a Monsanto.

Ou  seja, estamos falando de um Grande Negócio!

Produtores dependentes da Monsanto

Controle biológico de pragas no plantio orgânico
Assim a primeira categoria refere-se ao processo de dependência dos produtores rurais no plantio de grandes monoculturas da política de vendas e lucros da Monsanto.

Vejam bem, é preciso estar atento ao que dizem as mídias e os políticos defensores do agronegócio, quando falam que mais de 95% do plantio dessas monoculturas no Brasil é de sementes transgênicas. Sim, isso é verdade. Mas não é difícil perceber que a adesão aos transgênicos no Brasil percorreu um caminho compulsório e não o da “livre adesão”. 

Os produtores que estão nesse ramo só compram de uma empresa: a Monsanto. Os produtores ao introduzirem a transgenia em suas terras selaram um pacto ad aeternum com a Monsanto.

Hoje, a Monsanto e a Bayer estão unidas. Enquanto a primeira produz alimentos contaminados, a segunda receita remédios para combater o mal causado pelos grãos modificados geneticamente. 

Isso é fato ou é boato?

Transgênicos podem causar câncer

Controle biológico de pragas no plantio orgânico
Estudos do biólogo russo Alexey V. Surov indicam que a soja transgênica está ligada à esterilidade e à mortalidade infantil, associada aos resíduos de pesticidas (RoundUp – também da Monsanto) presente nos grãos.

Artigo recente da equipe de Allan Bradley, do Wellcome Sanger Institute, no Reino Unido, publicado na revista científica Nature Biotechnology, revela que Crispr-Cas9, novo método de engenharia genética considerado mais preciso que os transgênicos anteriores, mostram o contrário: há indicações que pode causar câncer e outra pesquisa demonstrou os efeitos colaterais, dentre esses, a eliminação ou o reordenamento acidental de longas sequências de DNA e o silenciamento ou a ativação de genes que não pretendia-se modificar, tudo isso com potencial patogênico.

Por outro lado, é sempre bom perguntar: a quem se destina as grandes plantações de sojas transgênicas, principal responsável pelo desmatamento de imensas áreas de cerrado e de florestas virgens no norte, centro-oeste e nordeste brasileiro?

Não são para alimentar os brasileiros conforme alegam os grandes latifundiários! O Brasil não tem o hábito de comer soja. São exportadas para outros países e para enriquecer ainda mais uma pequena parcela de produtores rurais, proprietários de grandes latifúndios de monoculturas, em sua maioria, de soja e de milho transgênicos.

Conforme dados do Departamento da Agricultura dos EUA (USDA), apenas 6% da produção de soja é destinada para alimentar pessoas. A realidade é que a soja plantada é para que as pessoas comam carne: a maior parte da safra mundial, 94%, é usada como proteína na produção de ração para engordar bois, frangos e porcos.

Dessa forma, indiretamente, os consumidores desses animais estão se alimentando com proteínas modificadas, pois, em sua maioria, todos têm o abate muito precoce graças às técnicas de confinamento que, por exemplo, engorda um frango em no máximo 40 dias, quando o normal seria de 90 dias. Um porco é abatido com seis meses de vida e o bezerro após oito meses, enquanto um boi pode viver entre 15 e 20 anos em condições normais.

É importante trazer esses dados para que o brasileiro entenda que estão desmatando, secando nascentes e cursos de água para aumentar a produção com o velho discurso de que “a produção orgânica e sustentada não é capaz de alimentar o mundo”. Mentira! Balela! Lenda!

Fonte imagens:
observatoriodoclima.eco.br
br.blastingnews.com
proteste.org.br
emais.estadao.com.br
contraosagrotoxicos.org

Fonte pesquisas:
https://www.noticiasnaturais.com/2010/05/soja-trangenica-ligada-a-esterilidade-e-mortalidade-infantil/
https://www.brasildefato.com.br/2018/08/08/artigo-or-novos-transgenicos-alertas-sobre-cancer-e-toxicidade/