ONG Verde completa seis anos de atividades socioambientais

ONG Verde completou seis anos de projetos socioambientais com energias limpas e renováveis


A ONG Verde é uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 11 de setembro de 2010, com sede em São Sebastião dos Cabrestos, Vargem Bonita/MG, na Serra da Canastra, e subsede no Balneário Água Limpa, em Itabirito/MG. Reunidos, alguns amigos decidiram que deveriam levar à população o conhecimento sobre como usufruir de energias limpas e renováveis e, para isto, desenvolver projetos socioambientais foi o caminho definido para a atuação da ONG.

Porém, o mais importante no desenvolvimento de projetos é a participação social, mas como envolver as pessoas em ações específicas quando não se há informações sobre as fontes de energias limpas e renováveis?

Nesse compasso surgiu a ideia de criar a 1ª Central Popular de Pesquisas e Usos em Energias Limpas e Renováveis do Brasil, equipada com aerogerador, placas solares, baterias, acessórios e eletroeletrônicos, mais uma HORTA SOLARIS de alimentos orgânicos iluminada com LEDs e irrigada com bomba de água alimentada com essas energias produzidas.

Os visitantes podem compartilhar conhecimentos sobre os processos de captação, de armazenamento e de distribuição de energias solar, eólica e por esforço humano, e também produção de hortaliças orgânicas. Crianças do ensino fundamental, jovens do ensino médio, universitários, trabalhadores, enfim, diversos grupos de pessoas e de faixas etárias visitam a Central Popular para conhecer melhor as outras fontes de energias alternativas.

A Central abriga também a 1ª SALA VERDE com Energias Limpas e Renováveis do Brasil, com chancela do Ministério do Meio Ambiente, equipada com bibliotecas física e virtual, projetor de filmes e a PEDAL VERDE, bicicleta que proporciona pedalada com capacidade de produzir energia suficiente para acender luzes, recarregar celulares, nets, tablets etc..

Durantes esses seis anos de existência, a ONG Verde trouxe diversas pessoas que se juntaram à causa de incentivar o uso e o conhecimento das fontes alternativas de energia. Mas, também afastou outras pessoas que viam na entidade apenas a possibilidade de se obter vantagens e auferir ganhos pessoais.

“Fico muito feliz em conseguir perceber o quanto amadurecemos..."

Nas palavras da coordenadora de projetos, Selzimar Araújo (a Céu - imagem à esquerda), "hoje, podemos dizer que a CAUSA é a maior vantagem e beneficio que temos. Dedicamos parte do nosso tempo às ações e a projetos socioambientais de conteúdo didático, direcionados às práticas sustentáveis, seja na ONG, em eventos ou em comunidades. O site é a ferramenta que usamos para informar e divulgar nossas ideias, nossas propostas e os nossos projetos".

Fico muito feliz em conseguir perceber o quanto amadurecemos em nossos objetivos e o quanto estamos aprendendo sobre as práticas alternativas que podem proporcionar um mundo melhor para todos. Mas, também não posso deixar de dizer que cada centavo economizado para investir na estrutura física da entidade faz valer a pena todo nosso esforço". 

"Nesse aspecto, a palavra generosidade está sempre presente nas ações da ONG Verde. A generosidade de quem faz e a de quem participa dos projetos. Por isso, nesses seis anos não posso deixar de agradecer ao Vicente Quintão, que hoje responde pela coordenação da ONG, por ter compartilhado seus conhecimentos em eletrônica e acreditado na causa ao investir boa parte de suas economias na construção da Central Popular, da Horta Solaris e na compra dos equipamentos e acessórios de energias limpas e renováveis. Esse é o caminho que escolhemos e é a causa pela qual lutamos”. Abaixo, um pouco da história da ONG Verde

A ONG Verde é dedicada ao uso e à divulgação das energias alternativas para consumo doméstico, pesquisas e sensibilização de governos para a diversificação da matriz energética. 


Além do site, foram produzidos dossiês para sensibilizar as autoridades sobre os danos ambientais provocados pela ocupação desordenada – queimadas, desmatamentos, lixo, entulhos etc.

Mesmo antes de iniciar as atividades, coordenadores da ONG Verde já percebiam a necessidade de preservar as terras no entorno da futura sede: um resquício de mata original e uma nascente ameaçada por ocupações irregulares nas encostas da montanha.  

Criaram um site, “amigos da serra da moeda” (imagem acima - depois substituído pela página da ONG), para divulgar as mazelas as quais a região da Serra da Moeda estava sofrendo, além de encaminhar para diversas autoridades versão impressa e de publicar online os dois dossiês (confira: documento 01 – documento 02) contra as invasões irregulares e práticas de grilagem (cercamento de terras para especulação imobiliária) que aconteciam na região - ainda estão ocorrendo..

Nas duas primeiras fotos abaixo, o local da futura sede da ONG Verde, em março de 2008

Junho de 2012: Rio de Janeiro, Cúpula dos Povos - Rio +20; primeira intervenção pública da entidade na qual foi apresentada a Tenda Digital Verde, com energias eólica e solar. 

A ONG foi visitada por estudantes, autoridades e curiosos e, exemplarmente, durante um apagão, foi a única a manter luzes acessas num evento de sustentabilidade.

A Tenda Digital Verde serviu dei inspiração para muitos grupos que passaram por ela: seja pela aparencia inusitada ou pela tecnologia de ponta em geração de energias
Jornalistas internacionais usaram a Tenda Digital Verde para passar matérias via wireless e recarregaram as baterias do drone para fazer fotos aéreas

Ao final de 2013, a área destinada à horta orgânica apresentava os primeiros resultados com as forrageiras plantadas, principalmente com o girassol

Foi mais de um ano de trabalho para molhar e revolver a terra parta começar a produzir compostagem com objetivo de enriquecer uma gleba de poquíssimos nutrientes naturais.
A sede da ONG Verde está localizada em terras minerárias e tem como vizinhos o Distrito Industrial de Itabirito e dezenas de empresas mineradoras.

A composteira com mutrientes orgânicos vegetais é exemplo de como pode-se muduficar uma terra de péssimas condições de nutrientes para capacidade de plantio.

Setembro de 2013: sindicato de Belo Horizonte convida a ONG para evento do trabalhador. O convite foi aceito e apresentado ao público a PEDAL VERDE, bicicleta que gera energia ao ser pedalada. 

A bike foi experimentada pelo Sr. José Lopes Feijó (acima), na época assessor da Secretaria da Presidência da República

Outubro de 2013: mais de mil mudas já foram plantadas na área de reflorestamento da ONG Verde durante o ano. 

Algumas mudas são frutos de doação e outras adquiridas, variando entre frutíferas (goiaba, pitanga, abacate, amora, ameixa etc.), árvores de grande porte (mognos, ipês coloridos, pau-brasil etc.) e outras de cerrado.

Em 2014 não foi diferente: outras milhares de mudas foram plantadas, frutos de aquisição e doação, sendo que a ONG Verde também começou a produzir mudas, principalmente de TECA.

A Teca é uma árvore muito resistente e cobiçada pela indústria naval pela sua capacidade de impermeabilidade - as sementes foram compradas e tratadas para germinar.

Ainda em 2014 foram iniciadas as construções da SALA VERDE, para substituir a Tenda Digital, e também das dependências da HORTA SOLARIS.

Conforme mostram as imagens, com raras exceções, quase todo o material de construção utilizado era novo e adquirido por coordenadores da entidade com recursos próprios.

HORTA SOLARIS ganhou cerca, sombrite e dependência para guardar ferramentas, além de bancada para lavar verduras.

A Central Verde foi equipada com aerogerador de 300 watts, placas solares de 180 watts e aquecimento solar à vácuo para esquentar água. Nos últimos anos a ONG fornece energia a três casas de vizinhos.

Assim que as obras ficaram prontas, a ONG Verde começou a receber alunos de escolas públicas de Itabirito e de Belo Horizonte para aulas teóricas e práticas de meio ambiente e de sustentabilidade com energias limpas e renováveis, e de compostagem para horta orgânica.

A Central Verde projetada para obter o máximo de luz solar, sem necessidade de acender luzes, além do aproveitamento da água de chuva

As  atividades de inauguração da SALA VERDE foram com amigos e futuros parceiros que visitaram as dependências e se surpreenderam com as possibilidades das energias alternativas.

A Escola Municipal Laura Queiroz, de Itabirito, foi a primeira parceira a visitar a Central Verde composta pela Sala Verde e a Horta Solaris.

Os  primeiros canteiros da HORTA SOLARIS e as frutíferas do POMAR SOLARIS foram plantados por alunos da Escola Laura Queiroz, de Itabirito/MG

Alunas da Escola Municipal Laura Queiroz, de Itabirito, np plantio do Pomar Solaris

A Pedal Verde é garantia de diversão para a galerinha que vê com prazer as luzes se acenderem com suas pedadaladas.

Em  poucos meses, os resultados positivos da HORTA SOLARIS podiam ser sentidos, tanto na qualidade visual, quanto no paladar apurado das hortaliças sem adubo químico.

Crianças do ensino fundamental, jovens do ensino médio, universitários, trabalhadores, enfim diversos grupos de pessoas e de diferentes faixas etárias têm visitado a Central Verde nos últimos anos para conhecer melhor o que são essas outras possibilidades de fontes de energia.

Diversas turmas do CEFET/BH, principalmente do curso de Meio Ambiente, visitam a ONG Verde para troca de saberes em ecossustentabilidade com energias limpas.

Na ONG Verde os visitantes recebem noções práticas e teóricas de meio ambiente e de sustentabilidade, com exemplos reais de compostagem, erosão e ocupação irregular.

Na ONG Verde alunos e professores interagem com os diversos problemas presentes no cotidianos das pessoas, buscando soluções ecossustentáveis.
Mas, a ONG Verde não atuou somente na sede. Foram várias ações em datas comemorativas e também em eventos promovidos pela entidade. 

Projeto "Medicina Verde - Canteiro da Sabedoria Popular", realizada no Parque Ecológico de Itabirito, com a participação de alunos, professores e sorteio de brindes - dentre esses, um tablet.
Neste junho/16, a ONG Verde recebeu convite para palestrar sobre Energias Limpas e Renováveis no II Seminário do Meio Ambiente, na mesa redonda “Energia x Desenvolvimento, Sociedade e Meio Ambiente”, realizado no CEFET-MG.
O evento reuniu mais de 200 alunos, professores e representantes da CEMIG e da FEAM (acima e à esquerda)

Ainda em 2016, a ONG Verde também participou de debate sobre "Matrizes Energéticas" na Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, juntamente com engenheiros da CEMIG e do CREA.